Por: Jorge Lami Leal
A meio da semana chegou um e-mail diferente… não era uma anedota, não era trabalho, era uma proposta de passeio, com o objectivo de comer lampreia, algures no nordeste algarvio, naquela parte do Algarve que não parece exactamente o Algarve dos postais e cartazes.
Monte Zéfiro – Cerro de S. Miguel – ao fundo
O ponto de encontro foi onde habitualmente nos encontramos antes destas aventuras, no Veneza, em Tavira. A cidade estava cheia de pessoas nas ruas e nas esplanadas. A pouco e pouco foram aparecendo todos, neste mise en place do passeio, que se adivinhava diferente.
Saímos de Tavira, pelo norte, por baixo da ponte sobre o rio Séqua, direitos a Cachopo. Esta estrada é deliciosa. Não serão só as curvas, algumas até apertadas e sem grande visibilidade, não serão apenas as habitações típicas nesta parte do Algarve, ou os cheiros das ervas, dos arbustos, das árvores, que se soltam e se misturam no ar, que vamos inspirando e nos inspira. Os muros de pedra, aqui e ali alguns troços de calçada, conferem também uma certa nostalgia, pois cada vez existem menos estradas assim.
Um périplo por Martim Longo
Chegados a Martim Longo, estava na hora de uns refrescos, algumas conversas para pôr em dia e… alguma chuva. Chuva essa que ainda aguentámos debaixo de uma laranjeira, até começar a repassar mais pingas do que aquelas que estávamos interessados em “absorver”. Fomos para dentro do tasco e lá estivemos mais uns minutos, já bem ensopados, mas prontos para mais.
Como a hora de almoço já vinha próxima, partimos em direcção ao nosso destino, a Foz de Odeleite.
Chegámos por fim à Foz de Odeleite!
As motos deste passeio: BMW R1200 GS, BMW R1200 GS Adventure,
BMW R1200 GS Adventure, BMW R1200 GS, BMW F650 GS, Kawasaki ZZR1200,
BMW R1200 RT (a BMW K1300 S só chegou depois e não ficou na foto)
O tacho de lampreia
Pormenor na fachada de uma casa da Foz de Odeleite
O grupo
Contrastes…
Outros contrastes…
É um local a regressar, pelo percurso, pela paisagem, pela comida e simpatia do dono do restaurante. Apesar de ter comido outra coisa, provei pela primeira vez lampreia, até gostei, apesar de considerar que é um gosto adquirido, que por isso mesmo deve ser desenvolvido. É um prato que me parece requerer alguma repetição, é algo adstringente no palato, pungente no sabor.
Dali seguimos até ao “sul” e atravessámos a fronteira, para a outra margem do rio Guadiana, e beneficiar assim dos 1,185€ por cada litro de gasolina.
Passagens…
Resta agradecer ao organizador deste excelente dia passado entre amigos, curvas e… tudo o resto que experimentámos… quando e até onde será o próximo?